Tire suas Crônicas da Gaveta

Rápido, divertido e de qualidade. Com essas três palavras eu recomendaria a qualquer amigo o livro do estreante Guilherme Tauil. Infelizmente o livro não está à venda e apenas trezentos privilegiados tiveram a chance de ver algumas das crônicas do jovem de dezoito anos, editor do blog Artilharia Cultural. Eu e Tauil nos conhecemos em algum momento de 2008, quando ambos participávamos do fórum de literatura Meia Palavra e uma amizade começou através do MSN. Para os fãs mais antigos do autor, algumas crônicas parecerão já terem sido lidas. E devem ter sido mesmo, afinal, Tauil já havia publicado algumas delas em seu antigo blog Meia Meio Suja e no atual Artilharia Cultural. Com prefácio de Humberto Werneck, autor do dicionário de lugares-comuns, O Pai dos Burros, e de um livro sobre as letras de Chico Buarque, entre outros, o livro de Tauil reúne vinte e duas crônicas de 2008 a 2010, além de um conto e um poema. Conta também com algumas citações de autores consagrados no início de todas as crônicas.

O senso de humor é um dos pontos altos do livro, e o livro tem desde uma conversa entre Deus e um desencarnado combinando seu destino, até um arquiteto suspeito de furtar carros em um estacionamento. O livro é composto de divertidos momentos, alguns guias e até de algumas receitas para o caos. É impossível não rir com o aluno de yoga que não sabe o que é pódice ou com o empréstimo do Diogo.

O livro chegou ontem, o devorei rapidinho e o gosto que ficou foi, com certeza, de “quero mais”, e a decepção que você tem quando acaba de ler o livro é a de que Tauil escreveu menos do que o leitor gostaria? Ou por acaso você fica satisfeito quando acaba um livro que estava gostando e que passou tão rápido? Enfim, talvez daqui a cinqüenta anos eu não mantenha mais meu contato com o Guilherme, mas ao menos terei o primeiro livro, autografado, de um grande autor contemporâneo, entre tantos outros, em minha estante. Ou não, talvez a fama não seja o que ele quer, e ele passe a vida dando aulas de português ou estudando a língua e seus usos. Aliás, não conheço uma pessoa que goste mais da cultura brasileira do que Tauil. E mesmo que seus livros não fiquem lá tão famosos assim, guardarei o livro de um velho amigo escritor. E bom… Acho bom eu seguir o que ele pede na dedicatória e não deixar de escrever. Vida longa aos escritores. Vida longa ao Tauil!

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Uma resposta para Tire suas Crônicas da Gaveta

  1. Vida longa aos escritores! E agora que fiquei curiosa pra ler o livro que o Guilherme (desculpe a intimidade, rsrs) escreveu? #comofaz

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